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Julho 24, 2021

Canal Balneário

Histórias do desporto na primeira pessoa, do futebol ao berlinde, do nacional ao distrital

Jogar e estudar: é possível?

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Estudar e prosseguir uma atividade desportiva é perfeitamente possível. Isso está mais do que provado hoje em dia e, no caso de Portugal, é até a única solução para os jovens da maioria das modalidades
Estudar e ser atleta

Fotografia de cottonbro

A resposta é “claro que sim”. Estudar e prosseguir uma atividade desportiva é perfeitamente possível. Isso está mais do que provado hoje em dia e, no caso de Portugal, é até a única solução para os jovens da maioria das modalidades independentemente do grau de sucesso que atinjam no desporto. Para aqueles a quem o profissionalismo se proporcionou, estudar pode ser algo que já não faz sentido no curto prazo, mas não deve de todo ser algo a excluir para o futuro.

Os exemplos são muitos e de várias modalidades. Podemos citar alguns casos mais ou menos mediáticos, como Lewandovski (licenciado em Educação Física) ou Arbeloa (licenciado em jornalismo), mas por cá o caso mais badalado é o Tarantini, jogador do Rio Ave, que tem duas licenciaturas, um mestrado e já afirmou que quer concluir o doutoramento antes de “pendurar as botas”. Estudar, estudar e estudar ainda mais.

Mas estes nomes referidos no parágrafo anterior são apenas nomes do mais mediático e bem pago desporto na Europa. Se formos para os deportos de combate, atletismo ou rugby, por exemplo, os atletas portugueses que chegam ao profissionalismo são tão escassos, que estudar é a única solução. A equipa dos Lobos que defrontou os poderosos e profissionalíssimos All Blacks no Mundial de França em 2007 tinha jogadores que meteram férias para jogar e que vieram de variadíssimas áreas de atividade, ou não fosse o rugby por aqui muito associado a estudantes e/ou advogados, contando com várias equipas no escalão principal da modalidade que têm a sua génese nas Universidades (CDUL, CDUP, Académica, Técnico, Agronomia, Direito, etc.)

No caso concreto deste que vos escreve, cheguei a dizer à minha mãe que o meu futuro não estava na escola porque o desporto era tudo o que ambicionava para mim. Tanto estava na escola que quando acabei de estudar, continuei a dar aulas. Não só era lá que ele estava como espero que continue a estar.

É por isso que os jovens, independentemente da qualidade desportiva e da modalidade em que se destacam, devem ser encaminhados sempre para esta mentalidade de que é possível conciliar. Isto porque o profissionalismo não será para todos, e mesmo para os que é não durará para sempre! É preciso preparar esse caminho.

Essa tem sido uma luta do Tarantini. Tive oportunidade de o ouvir falar sobre isto precisamente e da forma como tem lutado para consciencializar a sua classe profissional e os jovens que ambicionam lá chegar para essa realidade.

Por isso, se nesta fase do artigo ainda estão a ler o que escrevi e são jovens desportistas ou pais de jovens atletas, acreditem e façam-nos acreditar que é possível. Se o profissionalismo surgir, os estudos podem atrasar, é normal, mas atrasar não é parar nem desistir.

O caso mais recente de que tive conhecimento, e que motivou este post, é do Miguel Anjos, jogador do Beira-Mar que concluiu o Mestrado em Bioquímica com 18 valores. Não é fácil, mas não é impossível. Parabéns ao Miguel e, se ele por milagre ler isto, gostava de o ter numa “Conversa de Balneário” em breve!

👉 O nosso mestre Miguel Anjos. Miguel Anjos, atleta da nossa equipa sénior é o novo Mestrado em Bioquímica formado…

Publicado por Sport Clube Beira-Mar em Segunda-feira, 7 de dezembro de 2020
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