Na hora da festa, João Mirra lembra: “podiamos ter ganho mais nos últimos anos”.
Imagem de Luís Cabelo
O Belenenses fez a dobradinha com a vitória na Taça de Portugal sobre Agronomia na tarde de sábado mas João Mirra fez questão de lembrar: “Achamos que ainda podíamos ter ganho mais nos últimos anos”.
O Belenenses bateu Agronomia por 25-20, com o pragmatismo habitual dos azuis do restelo e a pontaria afinada de Francisco Menéres. O médio de abertura dos azuis teve 100% de eficácia nos pontapés aos postes e é o autor de 20 dos 25 pontos da sua equipa. Esta foi a sexta Taça de Portugal do Belenenses e a segunda consecutiva.
Agronomia começou melhor, logo com Ethan Cutler a marcar um ensaio antes do primeiro minuto estar cumprido. Domingos Cabral aos 17 minutos apontou uma penalidade para aumentar a vantagem para 8-0 com Francisco Menéres a responder na mesma moeda instantes depois e fixar o resultado em 8-3.
O Belenenses aproximou-se no placard aos 34 minutos com um ensaio convertido depois por Francisco Menéres (11-10). Já para lá dos 40 minutos o mesmo Francisco Menéres e Domingos Cabral voltariam a marcar novas penalidades para os respetivos clubes, mandando-os para as cabines com 14-13 no resultado.
O segundo tempo recomeçou com Domingos Cabral a fazer mais 6 pontos para Agronomia com duas penalidades e daí em diante o pragmatismo azul começou a evidenciar-se. O Belenenses soube tirar partido dos erros de Agronomia para ir subindo no terreno e ganhar penalidades que Francisco Menéres nunca desperdiçou, assinando os 12 pontos necessários para fechar o resultado com a vitória azul (50, 66, 75, 81).
O Belenenses junta a Taça ao Campeonato e também à Supertaça, numa época praticamente perfeita, mas João Mirra relembra o que podiam ter ganho noutras épocas: “Pelo rendimento que temos tido, achamos que ainda podíamos ter ganho mais do que temos ganho nos últimos anos. Somos a equipa que tem tido mais conquistas, de longe, mas podíamos ganhar ainda mais. E isso também nos tem motivado para ir buscar o que é nosso por direito próprio, em termos de rendimento apresentado.”
