Lobos confirmam o favoritismo e vencem nas Caldas da Rainha
Depois de um arranque um pouco tremido, os Lobos reencontraram-se e atropelaram a equipa dos Países Baixos e o sonho do Mundial mantém-se vivo.
Os Países Baixos entraram com o “pé direito” com uma penalidade no primeiro minuto a fazerem logo o 0-3. Portugal reagiu bem com Sousa Guedes a fazer uma boa incursão aos 3 minutos que deixou Portugal perto dos 5 metros finais, mas uma desconcentração num passe devolveu a posse de bola aos visitantes e a reação nacional esfriou.
Portugal foi tendo mais bola mas tardou em conseguir penetrar nas linhas dos Países Baixos. Só com uma touche os Lobos conseguiram voltar aos 5 metros do adversário e na sequência chegou mesmo à área de ensaio mas Jerónimo Portela pisou a linha latera e o ensaio não contou.
Alguns minutos depois, uma iniciativa individual de João Belo resultou em ensaio. Cobrou ele próprio uma penalidade e arrancou para a linha antes que o adversário estivesse desperto para tal. Na conversão Dany Antunes não desiludiu e Portugal estava na frente por 7-3.
Aos 23 minutos Duarte Diniz fez novo ensaio na sequência de um maul dinâmico. Portugal começava a ganhar confiança no jogo e os erros repetiam-se menos o que permitia manter a bola mais tempo e estar mais perto da linha de ensaio. Desta feita, Dany Antunes não conseguiu a conversão, e o resultado fixou-se em 12-3.
Aos 31 minutos Pedro Bettencourt com uma série de fintas de corpo consegue penetrar bem na linha defensiva adversária e correu até á linha de ensaio. Dany Antunes não falhou desta vez e agora Portugal estava na frente por 19-3.
As penetrações portuguesas começavam a acontecer com mais regularidade e os Lobos eram por aquela altura uma equipa sempre perigosa. Porém, estas iniciativas esbarravam demasiadas vezes em erros de manuseamento e bolas enviadas para a frente que, como é sabido, resulta em falta e perde de posse de bola.
Os Países Baixos perderam o seu número 8 aos 38 minutos com um cartão amarelo e pouco depois Portugal voltaria a marcar por Rafael Simões depois de uma passe para dentro, algo a que os Lobos recorreram por várias vezes. Dany Antunes mais uma vez converteu e Portugal passava a ter 26 pontos contra apenas 3 dos Países Baixos, resultado com que se chegaria ao intervlao.
A segunda-parte arranca com novo ensaio de Rafael Simões de pois de uma boa jogada de Rafaele Storti que entrou para o lugar de Sousa Guedes. Dany Antunes atirou ao poste na conversão. Resultado em 31-3.
Com 46 minutos no cronómetro, Rodrigo Marta faz mais um ensaio para Portugal. O ensaio de Rodrigo Marta é quase uma tradição nos jogos dos Lobos e hoje não podia faltar. Dany Antunes não falhou a conversão. 38-3 no placard.
Portugal dominava e trocava bem a bola com os Países Baixos a terem muito poucas hipóteses de atacar.
Rafaele Storti depois de assistir acabou por marcar. Estavam corridos 55 minutos e o jogador do Stade Français concluiu uma jogada “à portuguesa” em que a bola circulou até à ponta e o jogador luso evitou, “por uma nesga”, pisar a linha lateral e fez o ensaio que Dany Antunes converteu e colocou o resultado de 45-3 no placard.
Portugal cruzou e linha dos 50 pontos quando Marta e Storti combinaram uma jogada concluída com mais um ensaio de Pedro Bettencourt. Como sempre, Dany Antunes foi tentar a conversão que foi bem sucedida: 52-3.
Depois de tanta conversão, Dany Antunes marca ensaio aos 77 minutos ao qual juntou a conversão. 59-3 para Portugal resultado que não se alteraria até final.
Portugal faz 9 ensaios e recolhe um ponto bónus que pode ser importante para a contabilidade final. Os Lobos conseguiram fazer um jogo como gosta, com a bola na mão quase permanentemente, e confirmou o favoritismo que tinha e aguarda agora pelo Roménia-Espanha de domingo que pode ser importante para as aspirações lusas.
